13.10.15

Dor de cabeça

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Dor de cabeça acompanhada por tontura

Você anda tendo dor de cabeça com frequência, e ela ainda vem acompanhada de tonturas e dificuldades de audição? Cuidado, porque pode não ser apenas uma cefaleia. Pode se tratar de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB), uma vestibulopatia periférica que afeta o aparelho vestibular – o conjunto de órgãos do ouvido interno responsável pelo nosso equilíbrio. A VPPB tem como uma de suas inúmeras causas a labirintite.
Apesar de ser comumente referida a toda e qualquer doença do labirinto (parte interna do ouvido), labirintite mesmo é algo bem mais específico e problemático. Saiba quais são as suas características, sintomas e, caso necessário, como agir quando há a suspeita de labirintite.

O que é labirintite?
Labirintite é uma das várias labirintopatias; ou seja, uma das inflamações que podem ocorrer nos líquidos do ouvido interno¹. É uma das mais frequentes, sendo caracterizada por dor de cabeça¹, ainda mais naquelas pessoas que já têm predisposição a sofrer com enxaqueca, e episódios de vertigens desencadeados por movimentos da cabeça ou mudanças de posição².

Tipos de labirintite
Existem dois tipos de labirintite:

Labirintite bacteriana – É causada por uma infecção no ouvido médio, que gera cefaleia (dor de cabeça), vertigem, náuseas, vômitos, entre outros sintomas¹.
Labirintite viral – Causada por uma infecção viral do nervo vestibular (um dos nervos do ouvido interno), que possui como sintomas vertigem súbita e persistente, náuseas e vômitos. A labirintite viral é mais comum acontecer na forma de um episódio único ¹.

Causas da Vertigem Posicional Paroxística Benigna
Além da labirintite, a VPPB possui uma série de outras possíveis causas. Entre elas podem estar:
-     vida sedentária;
-     má alimentação;
-     disfunção hormonal ovariana;
-     hiperlipidemia (presença elevada de gordura no sangue);
-     hipo ou hiperglicemia (quantidade baixa ou excessiva, respectivamente, de glicose no sangue);
-     hiperinsulinismo (níveis muito altos de insulina no sangue);
-     distúrbios vasculares;
-     trauma craniano;
-     entre outros³.

Tratamento
O diagnóstico da VPPB é clínico – ou seja, caso você sinta dor de cabeça e tontura ao realizar determinados movimentos frequentemente, procure um médico². Estes sintomas podem limitar bastante as atividades cotidianas², além de serem confundidos com simples crises de enxaqueca. Então, nada melhor do que receber diagnóstico de um médico, né?
Assim que a causa da inflamação for identificada, é iniciada uma terapia otoneurológica integrada. Ela é baseada na identificação do agente causador, orientação nutricional e de mudança de hábitos, além de medicação antivertiginosa (para controlar as tonturas) e, especialmente, em exercícios personalizados de reabilitação vestibular³ – exercícios para recondicionar o seu ouvido interno a funcionar direitinho.

Referências:
1. Bertol E,  Rodríguez CA. Da tontura à vertigem: Uma proposta para o manejo do paciente vertiginoso na atenção primária. Rev. APS. 2008, jan-mar; 11(1):62-73.
2. Teixeira LJ,  Machado JNP. Manobras para o tratamento da vertigem posicional paroxística benigna: revisão sistemática da literatura. Rev. Bras. Otorrinolaringol. 2006, jan-fev; 72(1):130-9.
3. Ganança MM, Caovilla HH,  Munhoz LSL, et al. Como diagnosticar e tratar vertigem posicional paroxística benigna. RBM Rev. Bras. Med. 2005, ago; 62(8):799-804.