23.12.15

Dor de cabeça

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Fome causa dor de cabeça?

Sim! Quem nunca pulou alguma refeição (ou comeu pouco e ficou com fome depois), e logo em seguida a dor de cabeça apareceu? Além do estresse da rotina diária, outro fator pode desencadear as dores de cabeças, algo que muitas vezes nem percebemos: ficar muito tempo sem comer.
O jejum é uma das causas mais recorrentes daquela dor de cabeça muito forte, também chamada de enxaqueca. Um estudo americano apontou que cerca de 83% das pessoas com diagnóstico de enxaqueca apresentaram algum fator alimentar como causador da crise de enxaqueca, e o jejum foi o mais frequente¹.
 
Como o jejum causa dor de cabeça?
A causa mais provável é a hipoglicemia gerada pelo jejum prolongado². Ou seja, quando a quantidade de glicose no sangue fica em níveis muito abaixo do normal, por causa do jejum, isso pode acabar gerando dores de cabeça. 
A cefaleia, que aparece quando se fica muito tempo sem comer, geralmente apresenta dor leve ou moderada, bilateral (em ambos os lados da testa) ou predominantemente frontal². Além disso, esse tipo de dor de cabeça é mais fácil de aparecer em quem já tem cefaleia crônica, embora também ocorra em pessoas que não possuam histórico de enxaqueca².
 
Alimentação no combate à dor de cabeça
Ter uma alimentação regrada, ingerindo algo a cada três ou quatro horas com refeições moderadas, é fundamental para diminuir a frequência das crises de cefaleia. Para evitar ficar sem comer, em caso de algum imprevisto, carregue sempre um lanche com você: pode ser uma fruta, uma barra de cereal… Além disso, incluir alguns alimentos na sua dieta - e excluir outros - também ajuda a evitar enxaquecas. 
 
 
Referências:
 
1. Márcia Reis Felipe, Adriana Campos, Guivana Vechi, Luana Martins. Implicações da alimentação e nutrição e do uso de fitoterápicos na profilaxia e tratamento sintomático da enxaqueca – uma revisão. rev. Soc. Bras. Alim. Nutr. 2010 ago;35(2):165-179.
2. Péricles Maranhão-Filho, Maurice B. Vincent. Cefaleias inusitadas: de Zeus a Harry Potter. Rev Bras Neurol. 2010 ago-set;46(3):5-13.