07.05.15

Dor de cabeça

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Sai pra lá, enxaqueca!

O que é enxaqueca?

A enxaqueca, também chamada de migrânea, é um tipo de cefaleia caracterizada por crises recorrentes. A dor costuma ser unilateral e pulsátil, de intensidade variável. As crises de enxaqueca podem ser acompanhadas de náusea, vômito, foto e fonobia.

Em média o número de crises é de 1,5 por mês, e a duração varia de duas a 48 horas. A enxaqueca é mais frequente em mulheres e em pessoas com idade entre 35 e 45 anos.

Fatores de risco

Alguns fatores predispõem a enxaqueca, ou seja, aumentam a probabilidade da doença:

- Predisposição familiar

- Estresse

- Ingestão de álcool

- Má alimentação

- Falta de sono

- Mudança climática

- Menstruação

- Exercícios

- Odores e perfumes

O que fazer durante as crises?

Em alguns casos repousar em um quarto escuro e silencioso ajuda a aliviar ou mesmo abortar a dor. Também pode-se usar medicamentos para o tratamento sintomático das crises. Afastar-se dos fatores de risco é uma medida para minimizar ou mesmo eliminar a necessidade de medicamentos. Por isso, é importante saber identificá-los para tratar a enxaqueca adequadamente.

Como prevenir a enxaqueca?

A profilaxia da enxaqueca pode ser dimensionada pela mudança dos hábitos que são condicionantes para as crises. Para evitar a enxaqueca:

1) Preze pela qualidade do sono: durma em ambiente silencioso e escuro, apropriado para o descanso. A quantidade e a qualidade do sono são igualmente essenciais.

2) Tenha uma alimentação saudável: coma regularmente, respeitando o intervalo entre uma refeição e outra. Também é importante selecionar os alimentos. Bebidas alcoólicas, chocolate, queijo, embutidos e alimentos ricos em glutamato de sódio e nitritos são reconhecidos desencadeantes da enxaqueca para muitos indivíduos.

3) Gerencie/evite o estresse: fuja de situações estressantes, como trânsito engarrafado, filas quilométricas, brigas e discussões. Procure manter a calma, pois o estresse influencia na enxaqueca.

Outras medidas incluem: hipnoterapia, biofeedback, homeopatia, acupuntura, estimulação nervosa elétrica transcutânea, manipulação cervical, técnicas de relaxamento e abordagens psicológicas e cognitivo-comportamentais, com resultados variáveis.

Referência: Wannmacher L, Ferreira MBC. Enxaqueca: Mal antigo com roupagem nova. ISSN 1810-0791. Brasília. Jul 2014; 1(8): 1-6.