Dengue
O que é dengue?
A picada do inseto que se tornou um problema de saúde pública no mundo
Dengue é uma doença infecciosa, de origem viral que apresenta quadro febril agudo e em alguns de seus tipos apresenta uma evolução benigna, mas é grave quando em sua forma hemorrágica.
Tornou-se um sério problema de saúde pública mundial, principalmente em países tropicais e subtropicais onde as condições sazonais favorecem o desenvolvimento e a proliferação do mosquito Aedes aegypti, considerado o vetor de disseminação da infecção.
A doença só acomete a população humana e não há transmissão de uma pessoa para outra por meio do contato físico.
As epidemias de dengue geralmente ocorrem no verão, durante ou imediatamente após períodos chuvosos, por isso o trabalho preventivo do poder público e da população deve ser ainda mais intenso nessa época do ano.
Em muitos locais há relatos de casos da doença em todos os meses do ano, o que demonstra que os cuidados não devem ser abandonados em nenhum momento.
No mundo existem quatro tipos de vírus que provocam a doença: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Todos eles causam quase que os mesmos sintomas, porém a infecção por um tipo confere imunidade permanente somente para esse tipo adquirido, deixando o paciente suscetível a uma nova infecção por um outro sorotipo. Ou seja, é possível que uma pessoa seja infectada várias vezes.
É importante ressaltar que qualquer pessoa pode contrair o vírus da dengue. Sendo assim, a resposta imunológica à infecção aguda por dengue pode ser primária (pessoas não expostas anteriormente ao Flavivírus) e secundária (pessoas com infecção aguda por dengue, mas que tiveram infecção prévia por Flavivírus).
A dengue é transmitida pela picada da fêmea Aedes aegypti (família dos mosquitos) infectado com o vírus transmissor da doença. Esse processo ocorre quando o mosquito suga o sangue de uma pessoa infectada e mantêm o vírus incubado entre 8 e 12 dias.
Nos seres humanos o vírus permanece incubado durante um período variável de 3 a 15 dias quando então, os sintomas aparecem.
O Aedes aegypti pode ser facilmente reconhecido. É menor do que os mosquitos comuns, medindo cerca de 0,5 centímetro, é preto e apresenta pequenos riscos brancos no corpo, na cabeça e nas pernas. Suas asas são transparentes e o som que produzem é praticamente imperceptível aos ouvidos humanos.
Como os de qualquer espécie, o macho alimenta-se de frutas. Porém a fêmea precisa de sangue para o amadurecimento dos ovos. A fêmea do mosquito é a responsável pela transmissão, e geralmente ela pica durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que pica durante a noite, podendo picar várias pessoas diferentes, o que explica a rápida explosão das epidemias de dengue.
Fontes
* Dengue – Diagnóstico e Manejo Clínico. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília: Fundação Nacional da Saúde.(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_manejo_clinico_novo.pdf)
** Curso de Capacitação de Urgências e Emergências - Academia Nacional de Medicina. Dengue: manejo no paciente com quadro Clínico de Dengue. Dr. Luiz José de Souza.
Ministério da Saúde (http://por tal.saude.gov.br/por tal/saude/area.cfm?id_area=920), (www.combatadengue.com.br).
Organização Mundial da Saúde (www.who.int/topics/dengue/en/).
Sinais de alerta no diagnóstico da dengue
- Dor abdominal intensa e contínua
- Vômitos persistentes
- Hipotensão arterial
- Pressão diferencial < 20 mm Hg (PA convergente)
- Hepatomegalia dolorosa
- Hemorragias importantes
- Extremidades frias, cianose
- Pulso rápido e fino
- Agitação e/ou letargia
- Diminuição da diurese
- Diminuição repentina da temperatura corpórea ou hipotermia
- Desconforto respiratório
- Aumento repentino do hematócrito
Em caso de suspeita de dengue o médico deverá ser consultado
Fontes
* Dengue – Diagnóstico e Manejo Clínico. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília: Fundação Nacional da Saúde.(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_manejo_clinico_novo.pdf)
** Curso de Capacitação de Urgências e Emergências - Academia Nacional de Medicina. Dengue: manejo no paciente com quadro Clínico de Dengue. Dr. Luiz José de Souza.
Ministério da Saúde (http://por tal.saude.gov.br/por tal/saude/area.cfm?id_area=920), (www.combatadengue.com.br).
Organização Mundial da Saúde (www.who.int/topics/dengue/en/).
Manifestações após o contágio
- Febre alta (39ºC a 40ºC) com início súbito
- Cefaleia
- Mialgia
- Prostração
- Artralgia
- Anorexia
- Astenia
- Dor retro-orbital
- Náuseas
- Vômitos
- Exantema
- Prurido cutâneo
Em caso de suspeita de dengue o médico deverá ser consultado
Fontes
* Dengue – Diagnóstico e Manejo Clínico. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília: Fundação Nacional da Saúde.(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_manejo_clinico_novo.pdf)
** Curso de Capacitação de Urgências e Emergências - Academia Nacional de Medicina. Dengue: manejo no paciente com quadro Clínico de Dengue. Dr. Luiz José de Souza.
Ministério da Saúde (http://por tal.saude.gov.br/por tal/saude/area.cfm?id_area=920), (www.combatadengue.com.br).
Organização Mundial da Saúde (www.who.int/topics/dengue/en/).
Tratamento e medidas preventivas
A dengue exige cuidados especiais tanto no diagnóstico quanto no processo de eliminação e de cura da infecção
As medidas cabíveis do tratamento devem ser tomadas somente após o reconhecimento dos sinais de alerta de infecção da doença e após esse fato é necessário o contínuo monitoramento e reestadiamento dos casos de pronta hidratação. Normalmente os sinais de alerta e o agravamento do quadro costumam acontecer na fase de remissão da febre.
A população precisa ficar atenta para os sinais da dengue hemorrágica que surgem normalmente do terceiro dia após o início dos sintomas até o quinto dia. Além dos sintomas comuns citados anteriormente, nesse caso também pode-se observar: dor abdominal contínua e intensa, agitação ou letargia, irritação e inquietação, vômitos persistentes, pressão baixa, fígado doloroso e sangramentos espontâneos.
O processo de tratamento ocorre com o controle sintomático e preventivo de suas possíveis complicações. Ao médico cabe a avaliação do quadro histórico clínico acompanhado de um exame físico completo. Quando se tratar de gestante, deve-se sempre solicitar diversos exames, inclusive para diagnóstico diferencial de rubéola, por exemplo.
Quem contrair dengue deve se prevenir da picada do Aedes aegypti para evitar a transmissão da doença.
Em outros casos, alguns exames considerados inespecíficos também podem ser requisitados, como hematócrito, hemoglobina, plaquetas e leucograma. Normalmente esses procedimentos são solicitados para pacientes como: gestantes ou com idade superior a 65 anos, com hipertensão arterial, diabetes mellitus, DPOC, doenças hematológicas crônicas, doença grave do sistema cardiovascular, doença acidopéptica ou autoimunes.
Tratamento
Para tratamento dos sintomas, como as dores de cabeça e no corpo, são utilizados analgésicos e antitérmicos (dipirona e paracetamol). Ambos devem ser usados sob orientação médica e nas doses adequadas. Devem ser evitados os derivados do ácido acetilsalicílico e os anti-inflamatórios não hormonais, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. É importante também que o paciente fique em repouso e ingira bastante líquido.
O uso de antieméticos e antipruriginosos, para o alívio de enjoo e coceiras também pode ser feito por meio de recomendação médica.
Outras dicas importantes para o tratamento
Evitar consumir alimentos que eliminem pigmentos escuros (exemplo: beterraba, açaí, entre outros) para não confundir a identificação de sangramentos gastrintestinais.
A persistência da velocidade e dos volumes de infusão líquida, de 12 a 24 horas após a reversão do choque, poderá causar o agravamento do quadro de hipervolemia. Observar a presença de acidose metabólica para corrigir e evitar a coagulação intravascular disseminada.
Em caso de suspeita de dengue o médico deverá ser consultado
Fontes
* Dengue – Diagnóstico e Manejo Clínico. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília: Fundação Nacional da Saúde.(http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_manejo_clinico_novo.pdf)
** Curso de Capacitação de Urgências e Emergências - Academia Nacional de Medicina. Dengue: manejo no paciente com quadro Clínico de Dengue. Dr. Luiz José de Souza.
Ministério da Saúde (http://por tal.saude.gov.br/por tal/saude/area.cfm?id_area=920), (www.combatadengue.com.br).
Organização Mundial da Saúde (www.who.int/topics/dengue/en/).























